Por uma educação sem Estado

Por:Instituto Liberal de Minas Gerais
Colunas

28

Feb 2018

Quando olhamos para os dados e os resultados da educação no Brasil, sempre temos essa impressão de que existe muita coisa errada na maneira como o tema é conduzido. Não importa que tenhamos investido quase 6% do nosso PIB na educação, pois mesmo assim, não temos conseguido melhorar, de forma significativa, a qualidade do ensino oferecido e nem a qualificação dos alunos que ingressam todos os anos na rede pública de ensino.

Essa percepção de que existe algo de errado também se estende para o ambiente acadêmico das universidades públicas, as quais têm sido notórias pelo fomento à doutrinação forçada de alunos e professores, fato que compromete o retorno que estas instituições poderiam oferecer para a sociedade que as financia, tanto em termos de inclusão de profissionais bem preparados no mercado de trabalho, quanto com uma maior relevância acadêmica e científica no cenário mundial.

O fato é que todo o esforço e dinheiro investidos pelo Estado brasileiro na educação não têm resultado em uma melhoria efetiva na qualidade dos estudantes que dependem do ensino público, seja em que nível for. Além disso, o excesso de controle regulatório sobre o que deve ser ensinado nas escolas e faculdades, inclusive nas privadas, tem atrapalhado o principal objetivo a que a educação se propõe, que é a formação de profissionais e cidadãos melhores e mais eficientes.

Quando imaginei e projetei o Instituto Liberdade e Justiça, uma das principais preocupações era de pegar as excelentes propostas e princípios da liberdade e fazer uma conexão destes com as reais demandas da sociedade em que estamos inseridos. Com essa ideia no coração, comecei a buscar pessoas que poderiam, de alguma forma, somar com suas experiências e ideias para tornar o Instituto uma grande referência na construção de uma nova maneira de se pensar a nossa vida em sociedade.

O presente livro busca trazer um novo olhar sobre a educação, analisando o cenário atual no Brasil e tentando entender melhor as experiências de outros países, especialmente onde se tem mais liberdade econômica e menos interferência governamental sobre o tema. Também busca respostas sobre a questão de quem realmente é beneficiado pelo modelo vigente, se é o interesse público ou dos indivíduos em formação, ou se ele tem servido apenas para encastelar e financiar doutrinadores, políticos e profissionais medíocres que não teriam a menor chance de prosperar em um ambiente educacional verdadeiramente livre.

Com este material, não apontamos apenas soluções genéricas e teóricas, mas tentamos mostrar alguns caminhos para as melhores soluções já existentes sobre o tema e quebrar a ideia da necessidade de que o Estado seja o melhor gestor e provedor da educação universal.

Sobre o autor:

Giuliano F. Miotto é Advogado, Presidente do Instituto Liberdade e Justiça, Coordenador Nacional do Movimento Educação sem Estado.


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