O Brasil é um Boleto

Por:Instituto Liberal de Minas Gerais
Colunas

09

Feb 2018

A burocracia, ou melhor dizendo, “BURROcracia” no Brasil, além de vil e maligna, é algo amaldiçoado. É uma praga que nós, brasileiros, carregamos e arrastamos a duras penas. Como os escravos do Egito antigo, que eram obrigados a carregar enormes pedras para construir templos e pirâmides faraônicas, hoje, somos obrigados a marchar como gado até os bancos, lotéricas e lojas e ficar horas a fio em filas quilométricas, o que suga nossas energias e nosso tempo. No fim, na “gloriosa” hora de quitarmos o débito, somos assaltados pelo Estamento[i], que leva boa parte de nosso salário para locais obscuros.

A cada ano que entra, o tempo que devemos despender para manter o sistema aumenta. O tempo avança desesperadamente sobre nossos corpos, derrubando-nos no chão, sem termos para onde fugir dessa fera burocrática, que nos prende com suas garras em formato de código de barras. Há, na maior parte dois deles em nosso país, o primeiro é o número que define os ladrões, quer dizer, Estado. Seu número é: 171. Sim, esse é o número da besta que nos atormenta mensalmente com suas contas.  Já nós, o povo, recebemos o número 3. O número do burro, triste, mas é o número que portamos em nossos corpos.

Desta forma o Estamento vai tocando-nos de mês em mês para seguir sempre a rotina. “Trabalha” e vai pagar contas, o que sobra para o pagador de impostos, é liquidado em pouco tempo com pouquíssimas coisas. O poder de compra extremamente reduzido e o dinheiro totalmente desvalorizado fazem com que a sociedade brasileira viva cada vez mais miserável. Uma miséria democrática que atinge todos sem nenhuma distinção. A sociedade além de ser pobre, não pode comprar o essencial, muito menos algo que possa libertá-la desse ciclo mais do que vicioso, ou melhor, uma masmorra, do qual o algoz é a burocracia e o chefe é o Estamento burocrático.

Imposto não é só roubo, mas uma maldição que nos atinge todo santo dia. Basta comprar, gastar ou simplesmente viver, que você paga algum tipo de tributo para algum ladrão da máquina infernal chamada República Federativa do Brasil.

O sistema cada vez mais paralisado, carcomido e obsoleto, emperrado todo e qualquer avanço, seja um minúsculo avanço como vender doces numa sala de uma faculdade, até na criação de uma grande indústria. Todos estamos fadados a placa chamada: Empreender no Brasil é Crime! Assim, quem é brilhante e quer trabalhar, não deseja e nunca desejou viver das tetas estatais, acaba sendo frustrado, violentado, oprimido, explorado, roubado pelos tentáculos do Estamento na sua vida particular. O impedimento na maior parte é fundamentado na seguinte alegação: o sujeito não paga imposto ao Estado.

Quem não faz parte do esquema criminoso do Estado, aqueles que não possuem algum papel na parede do estabelecimento, ou aquele que não possuem selo de alguma instituição falida e vil que há aos montes pelo país, acaba sendo visto como o maior dos bandidos para os olhos do Estado. Em pouco tempo os bárbaros do Estado partem para o ataque contra o trabalhador, que além de ser humilhado, tem roubado toda a sua mercadoria. Ou seja, o Estado pratica o que a polícia combate. Não há e nunca haverá coerência nisso.

Estamos marchando a passos cada vez mais largos em direção ao Fascismo onde tudo e todos serão do Estado. Desde as empresas, passando pelas instituições, educação, saúde, até a oposição será controlada pelo Estado. A força e o poder estatal serão avassaladores e esmagadores, apertando e regulando cada canto que há nessa nação. Não deixando que ninguém burle ou tente burlar o poder de mando do Estamento.

Aqueles que não se rebelarem agora, só poderão chorar o tempo perdido. Utilizar o que ainda nos resta para combater esse avanço amaldiçoado do Estado sobre nossos corpos, é dever de todos aqueles que ainda possuem cérebro ativo. Aliás, é somente com o seu uso que poderemos vencer esse sistema, que nos espreita como serpente. Pisar na cabeça dessa cobra deveria ser o objetivo de todo inimigo da burocracia estatal!

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[i] Local destinado àqueles que pertencem ao governo de; congresso ou assembléia.

 

Sobre o Autor:

Salomão Campina P. Ramos é estudante de Direito da Faculdade de São Lourenço – MG. É criador do Canal Conservador e colaborador do Mídia Sem Mascara. Autor do artigo científico intitulado “O Regime Político Monárquico: Uma Época Incrível?”, sendo vendedor da 4ª Jornada de Iniciação Científica 2017. Mantem o blog homônimo.

 


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