“Ocupações” feitas por desocupados

Por:Pedro Henrique
Colunas

04

Nov 2016

“Ocupações” feitas por desocupados

“Precisamos falar sobre as ocupações dos alunos que estão ocorrendo nas escolas do Brasil”. Este é o slogan que vem sendo utilizado nos discursos da esquerda estudantil para chamar a atenção popular à “heroica” tomada das escolas no Brasil; um ato revolucionário de teor vanguardista, dizem eles. Pois bem, mas antes de adentrarmos no debate, é-nos necessário pontuar algumas questões basais nessas ocupações que, ao me parece, estão sendo simplesmente sendo ignoradas.

Permitam-me começar por minhas experiências enquanto aluno que passou mais de 16 (dezesseis) anos sob a tutela estatal. No ranking da educação mundial o Brasil ocupa posição 60[1] entre os 76 países avaliados. Ou seja, estamos entre os piores países neste quesito. Melhoras vinham acontecendo desde 1991, mas, a partir de 2012 a taxa de analfabetismo estagnou e o índice de analfabetos funcionais[2], que começou a ser mensurado pelo Indicador de Analfabetismo Funcional – INAF-,  em 2001, vem caindo de forma muito lenta e [e ainda bastante alto dentre a população acima de 15 anos, pois, ainda de acordo com o INAF, da primeira medição que apontava 39% da população acima de 15 anos como analfabeta funcional, os números para 2015  ainda são de 27%   .

O Brasil é um dos países que mais investem em educação no mundo, terceiro lugar entre os 38 membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico-  OCDE, mas  investir em educação não necessariamente significa educar, assim como dar um livro a alguém não significa formar um leitor. Ainda que seja um passo importante dar conteúdos, infraestrutura e democratizar o ingresso no ensino superior, a educação formal vai muito além disso.

Acesso à educação é uma condição existencial. Uma cultura de raízes profundas só encontra facticidade numa nação que prioriza o conhecimento de forma primígenae e, infelizmente, estamos longe de tal realidade.

Gastando cerca de 19% de todo o gasto público do Brasil em educação em 2014, conseguimos ter um dos piores desempenhos nos rankings mundiais de educação. Isto acontece porque o brasileiro não enxerga a instrução acadêmica como um fim em si, como um valor para a  vida, ou seja, estudar para adquirir conhecimento não é um fator relevante para o brasileiro; a alta cultura não importa, o que importa é tão somente o estudo como meio para o fim: o emprego. O brasileiro médio não quer “saber”, ele quer somente passar por essa incômoda etapa — a escola — o mais rápido possível. E é justamente esse “não querer saber” que o torna extremamente maleável a doutrinações e a todo vento de revoluções pregadas com uma retórica minimamente convincente.

Para muitos a sexagésima posição no ranking pode ser uma novidade, um susto ou até mesmo uma afronta. Todavia, somente quem estudou em uma escola pública sabe como esse dado transmite uma imagem realmente condizente com a realidade destas escolas. Sem mencionar que a má qualidade da educação brasileira se reflete também em outras áreas, como no desenvolvimento de capital humano como mão de obra qualificada e com alta produtividade, que está cada vez mais destoante dos demais países emergentes[3].

Desde o pré-escolar, até o 3º ano do ensino médio, nunca pisei numa escola particular para lá estudar. Eu me formei inteiramente sob a tutela da educação pública brasileira. O que posso afirmar é que eu via basicamente um contraste muito acentuado entre professores que queriam trabalhar e mudar a situação escolar e os que estavam ali sem nenhum compromentimento com a educação dos alunos. Também convivi com alunos dedicados, que mais que boas notas, se interessavam por entender as matérias, e alunos que não se interessavam por nada. Neste tempo eu vi professores e diretores serem agredidos, alunos estourarem bombinhas na cabeça de vice-diretores, inspetores apanharem de alunos, professores em pleno ataque de nervos dentro da sala de aula, cestas de lixo pegando fogo, vasos sanitários sendo explodidos, alunos em liberdade assistida portando armas, tráfico de drogas na porta do colégio e consumo de das mesmas em plena sala de aula, dentre outros absurdos. Posso dizer-lhes que a maioria das coisas que hoje eu sei e utilizo em meu trabalho, aprendi de maneira autodidata ou com cursos pagos posteriormente ao término da fase escolar.

Não posso, é claro, afirmar que isso seja uma constante em todas as escolas públicas do país, mas basta-nos uma breve pesquisa, algumas horas de conversa com alunos, ex-alunos e professores, para percebermos que, se não são 90% das escolas que assim jazem, no lodo do desprezo, este número é muito próximo.

Por ter vivenciado tudo isso, e ter contato com inúmeros estudantes, sejam eles amigos pessoais ou leitores, muito me assusta quando essas escolas são tomadas por uma espécie de ímpeto estudantil que visa a melhoria da educação. “Estudantes que não estudam protestam a favor de mais educação”. Este talvez seria o slogan mais apropriado às invasões. Na filosofia, aprendemos que casos pessoais não devem, ou pelo menos não deveriam, serem usados como argumentos. Não obstante, não há como eu me apartar de uma realidade tão tácita, tendo em vista que a hipocrisia se mostra de forma tão descarada e escancarada.

Alunos que outrora usavam maconha na hora das aulas de português, ignorando o professor e o ensino ministrado, num instante miraculoso começam a se insurgir pela qualidade da educação? Escolas que estão sempre vazias para exposições, palestras e debates  de temas diversos, de um momento para outro enchem-se de aguerridos estudantes em busca de ensino de qualidade? Algo me parece muito contraditório.

Temos notícias de que há algumas escolas e universidades que estão promovendo debates sobre a PEC 241 e sobre “o novo ensino médio”. Algumas tiveram êxito, como o caso da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto – USP, com o Clube de Liberdade Capajós, da Faculdade de Direito Santo Agostinho, na cidade de Montes Claros, com o grupo O Quinto, dentre algumas outras poucas. Outras, ao proporem tal iniciativa, foram engolidas por manifestantes que não queriam sequer o debate, mas a tomada tirânica do espaço escolar. E a enorme maioria faculdades de escolas, nem sequer propuseram se abriram para discussão. Típico não é mesmo?

Em nossa página no Facebook, o ILMG recebeu algumas mensagens de estudantes. Eis aqui uma delas — cujo autor não identificaremos por motivos óbvios:

“Olá, eu sou estudante do colégio estadual Hilda Miranda que se localiza no município da Serra, no ES.

Colégio referência em estrutura desde sua reforma que foi feita pelo atual governador em uma gestão anterior, Paulo Hartung no caso.

Nesses últimos dias houve um grande número de  problemas relacionados a uma possível ocupação do mesmo, a SEDU suspendeu as aulas após a diretora não permitir uma assembléia para votação sobre a ocupação. Alguns alunos organizaram uma assembléia numa praça em frente à escola, porém já do outro lado da rua e fora do ambiente escola, ao 12:00.

E de 7 as 10 no mesmo local houve uma manifestação com uns 60 alunos no máximo a favor da ocupação (aula foi suspensa no dia) e depois da assámbleia o protesto continuou, mas a ass[embleia não foi realizada com qualquer contagem de quorum sequer, em ambiente não escolar e também em meio a dois protestos a favor da ocupação, o que impede o comparecimento de quem é contra pois o comparecimento dos mesmos seria uma participação involuntária dos protestos que acabou se fundindo com a assémbleia.

No grupo do colégio é clara a falta de argumentos que na maioria das vezes foram refutados pela minha pessoa sem necessidade alguma de aprofundamento”.

 

E a razão de existir deste texto é a de este fato não ser algo isolado. Simplesmente não está havendo debates sobre os temas contra quais os alunos invasores de escolas protestam, o que gera uma verdadeira anomalia discursal. Estudantes que não sabem pelo que lutam, não conhecem sobre a PEC 241 ou seus desenvolvimentos, sabem tão apenas o que seus gurus revolucionários apontam em seus enfadonhos e repetitivos discursos, em suas explanações periféricas.

O questionamento que eu venho trazer é: por que não há mais grupos de estudos, que realizem fóruns de debates com os dois lados opinativos? Quando haverá uma verdadeira exposição argumentativa para que os alunos tomem conhecimento de ambas as argumentações, pró e contra a Proposta de Emenda Constitucional 241 e, somente após isso feito, tomem os alunos suas posições perante assunto? Um Estado democrático que ocupa e não dialoga é tão democrático quanto Lênin e Mao Tsé Tung pensaram a democracia para seus países.Para o leitor que estiver interessado no debate que abranja as duas posições, recomendamos O debate do site Por quê?.

Tais coportamentos nas escolas e universidades nos levam a questionar: será que está havendo uma doutrinação revolucionária? Isto é, está havendo imposições de determinadas visões políticas? Estão utilizando da falta de conhecimento dos alunos para construírem militantes ardorosos? Sim, estão sim.

Desde as primeiras ocupações a UNE (União nacional dos estudantes) e a UBES (União brasileira dos estudantes secundaristas) tomaram as diretrizes das manifestações, ainda que, por vezes, não admitam abertamente. Sabemos que a UBES e a UNE são os carros-chefes de oposição sistêmica ao atual governo na área da educação. Aliás, isto não é segredo para ninguém, basta passear pelos sites destas organizações[4] e em menos de 5 minutos podemos verificar de maneira grandiosa a oposição ao governo atual. Ser oposição é um problema? Obviamente que não. Que bom que há oposição a todos os governos. O problema está em usar de estudantes como massa-de-manobra para fazerem de suas lutas algo mais palatável e revolucionariamente bonito à sociedade. O inocência do jovem sendo usada para perpetuar na sociedade uma posição homogênica, não parece que já vimos isto antes?

A ex-presidente estudantil da UNE, Carina Vitral, alinhada ao MST, ao PCdoB e ao PT, nos mostra que a imparcialidade e a exposições sem tendências não é algo pelo qual ela preze. Da mesma forma a UBES, com sua presidente Camila Lanes, que possui fortes laços com o PT, também não esconde suas tendências e influências nessas ocupações[5].

O Brasil vive uma era de homogenia de opinião, a visão marxista.

Os pedagogos são formados utilizando de Paulo Freire, uma espécie de deus no ensino brasileiro. As visões da direita são simplesmente ignoradas ou usadas apenas de forma difamatória, o que constrói numa geração de estudantes um asco político às ideias que eles simplesmente desconhecem. Nesta mesma esteira eles aprendem desde cedo a aceitarem opiniões de educadores como sendo dogmas incontestáveis; o feminismo e a revolução socialista são mantras repetidos ao extremo, as ideias de esquerda são perpetuadas de maneira perene nas mentalidades dos estudantes, fazendo com que estes  as defendam dogmaticamente, sem previamente refletir sobre elas.

Estão forjando-se alunos naturalmente incapacitados de transcender suas posições políticas previamente estruturadas. Cabeças inaptas a pensar de outra maneira a não ser nos moldes a eles pré-determinados.

As escolas se transformaram em laboratórios de ativistas, argui que ser democrático é o mesmo que ser militante, como se para defender uma ideia eu precisasse antes atuar, e não estudar aquilo pelo o que eu quero militar. Ou seja, devo eu atuar por atuar, sem antes entender pelo que atuo; nossos colégios são verdadeiras fábricas de robôs políticos.

Temos uma nação de jovens zumbis que levantam os punhos cerrados para defenderem políticas que não entendem. Nossas universidades são antros do marxismo, e negar tal fato é  de que uma insanidade desmedida. Uma passada de olho pelas diretrizes acadêmicas de nossas universidades, uma olhada mais atenta nas linhas de pesquisa de nossos docentes e, é claro, a prova banal e mais clara, a constatação da formação e manipulação dos estudantes durante e após a passagem pela universidade.

Convido o leitor a dar uma passada nas redes sociais pela página Antes e depois da federal, uma página de horrores e de provas desta manipulação, mas que peca por entender que a doutrinação marx-gransciana se dá apenas nas universidades públicas. Em Belho Horizonte a PUC-Minas já está ocupada.

As ocupações possuem claros teores políticos. Nada têm que ver com as formulações da PEC 241, que a quase totalidade da população sequer leu. Tal oposição acontece com ou sem ela, pois, as suas lutas (dos estudantes invasores de escolas públicas) não são pela educação, mas por um plano de governo, por uma ideologia político-partidária. Para quem estuda e vive em meio a debates, isto não é novidade. O modus operandi da esquerda é dividir para agir. Desde Lênin isto se mantém enquanto prática, as motivações nunca importaram.

Todavia, parece que pais e alguns dos próprios alunos, ainda não engolidos pelos grêmios estudantis e centros acadêmicos vêm reivindicando a liberação das escolas. Viram que aquilo tornou-se um circo de horrores, não há praticidade naqueles atos, ao resultado da ocupação é nulo, alunos não sabem porquê e pelo o que lutam.

O canal Mamãe falei foi visitar duas ocupações no Sul do país. Arthur, dono do canal, além de ser agredido por perguntar certas coisas que incomodaram e expuseram ao ridículo a ignorância dos estudantes que invadem escolas, conseguiu mostrar como não há por parte dos alunos nenhuma consciência de por o que eles estão lutando. Eles simplesmente não sabem o que é uma PEC, muito menos o que é a PEC 241[6]. O que existe é simplesmente um bando de alunos que atuam na invasão sendo impelidos por discursos revolucionários, sem saber o que defendem; vão à guerra sem saber o motivo pelo o que guerreiam. Concordemos que isto é patético.

As duas motivações principais para as ocupações, dizem eles, são a PEC 241 que limita os gastos públicos do governo, e a Medida Provisória que modifica o ensino médio. Comecemos com a PEC 241, através da qual  o governofederal limita seus gastos. Isto é, a esquerda quer dar ao governo (que julga ilegítimo, diz que não os representa) um cheque em branco num momento de crise sem igual na história da nossa nação, ao passo que, ao mesmo tempo, reclamam dos altos impostos. A esquerda brasileira é de uma contradição tão exdrúxula que me dá sono ao argumentar contra ela. Dizem eles que tal projeto limitaria os gastos com a educação, sem perceberem que a primeira limitação dos gastos com a educação foi feita por Dilma[7] no início desse ano. A PEC 241 também foi defendida, de início, pela própria ala petista. O ex-ministro da fazenda, Nelson Barbosa, defendia a limitação dos gastos públicos por uma lei complementar[8], o mesmo eixo defendido pela PEC 241 atualmente. Entretanto, adivinhem, não houve ocupações de escolas contra o governo Dilma. Por que será, não é?

O segundo carro chefe é o Novo Ensino Médio que, supostamente, tiraria as matérias como filosofia, sociologia, artes, entre outras, do currículo educacional brasileiro, o que é uma mentira copiosa, basta ler medida provisória. Apenas se dará ênfase para matérias escolhidas previamente pelos alunos, sendo que, de acordo com as matérias escolhidas, algumas outras não poderão mais serem comtempladas, exatamente como numa universidade. Tal modelo é adotado por nações amplamente desenvolvidas na área de educação, como a Coreia do Sul. Sem mencionar que o currículo básico ainda mantém matérias que, dizem eles, foram retiradas[9].
Enfim, para quem quiser entender melhor os projetos em si, sem demais comentários parcializados, deixarei os textos dos projetos na íntegra para lerem e refletirem sobre o que realmente é proposto[10].

Os alunos não sabem o que defendem, invadem as escolas por motivações partidárias. Se fosse pela educação estariam estudando as leis e debatendo consequências, se opondo de forma organizada e eficiente, pelos meios legais. Não passam de idiotas úteis nas mãos dos organismos de esquerda que tentam se opor de forma hostil ao atual governo. Há um crime sendo cometido, o da doutrinação política dentro das escolas, e nada está sendo feito para que isto seja parado. Professores que assim agem são impulsionados por um espírito totalitário. Ao negarem o debate, como mostrei na mensagem do aluno ao ILMG, mostram que a democracia não é um ponto áureo de suas ocupações.

A pergunta que nos resta é: se fossem canceladas a PEC 241e a MP do Novo Ensino Médio, esses alunos começariam a estudar e a valorizar seus professores, parariam de humilhá-los? Nunca antes tivemos tantos jovens que não estudam e que, ao mesmo tempo, sempre possuem uma opinião convicta sobre política. Na realidade, temo que as invasões estejam sendo feitas por alunos desocupados simplesmente para dar algum propósito às suas vidas vazias. Nada mais que isso.

Referências:

[1] http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-e-o-60-colocado-em-ranking-mundial-de-educacao,1686720

[2] Corresponde à capacidade de localizar uma informação explícita em textos curtos e familiares (como um anúncio ou um bilhete), ler e escrever números usuais e realizar operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias ou fazer medidas de comprimento usando a fita métrica

[3] Brasil é o número 83 de 130 países que padecem do subdesenvolvimento de capital humano, que seria a forma de quantificar a capacitação dos alunos para exercerem uma função produtiva e se emanciparem financeiramente. O Brasil é um dos piores, e sua condição assim está por sua incapacidade de bem educar, diz a reportagem da BBC Brasil. Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-36660930

[4] UBES: http://ubes.org.br/ UNE: http://www.une.org.br/

[5] Para se aprofundarem na participações da UNE e da UBES, recomendo a leitura do excelente artigo do Felippe Hermes para o Spotnikshttp://spotniks.com/sim-as-invasoes-das-escolas-publicas-tem-motivacao-partidaria-e-isso-e-tudo-que-voce-precisa-saber-a-respeito/

[6] Vídeo 1: https://www.youtube.com/watch?v=6mzbQg4C8Pg ; Vídeo 2: https://www.youtube.com/watch?v=BQCBEI40qfQ

[7] <http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,no-ano-do-lema-patria-educadora–mec-perde-r-10-5-bi–ou-10-do-orcamento,1817192>

[8] http://www.ilisp.org/noticias/logica-da-pec-241-que-limita-os-gastos-da-uniao-foi-criada-pelo-governo-dilma-com-video/

[9] Art. 36: […] § 1º A base nacional comum dos currículos do ensino

médio compreenderá, entre seus componentes e

conteúdos obrigatórios, o estudo da língua portuguesa; da

matemática; do conhecimento do mundo físico e natural;

da Filosofia e da Sociologia; da realidade social e política,

especialmente do Brasil; e uma língua estrangeira

moderna, além daquela adotada na parte diversificada,

conforme dispõe o art. 26, § 5º. Projeto na íntegra: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1200428&filename=PL+6840/2013

[10] Novo ensino médio: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1200428&filename=PL+6840/2013

PEC 241: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1468431&filename=PEC241/2016

 

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Pedro Henrique

Colunista do Instituto Liberal de Minas Gerais, filósofo, crítico social e palestrante. Estudioso de filosofia política com ênfase em política conservadora. Mantém o blog http://medium.com/do-contra Contato: filosofo.pedro.henrique@gmail.com

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