A mídia e o globalismo

globalismo

Por:Pedro Henrique
Colunas

30

Jan 2017

A mídia e o globalismo

Os analistas políticos da atualidade se dividem em dois grupos: os que percebem os movimentos globalistas de influências culturais e de real desprezo pela estrutura ocidental judaico-cristã e aqueles que colaboram para tal intento. Sendo que os últimos são pessoas e grupos financiados, direta ou indiretamente, por organizações como a fundação Ford, Macarthur, Rockfeller, pelo bilionário George Soros — principalmente através da Open Society —, entre outros. E são esses grupos que ditam os rumos políticos das grandes organizações e governos.

Não se enganem, tais companhias bilionárias não estão ao lado do livre mercado, da moral judaico-cristã ou da liberdade ética tão bem vista pelos liberais clássicos. Estamos na era em que ser bilionário não significa ser simpatizante do liberalismo, muito pelo contrário. As intenções diretas desses grupos são de impor, via educação, cultura e ativismos políticos, uma base moral e ética divergente e alternativa daquela que possibilitou a grandeza ocidental. Algo afirmado por intelectuais como Pascal Bernardin, Ortega Y Gasset, Thomas Sowell, e outros.

Quem estuda o movimento político socialista bem sabe que tal ideia foi muito bem estruturada pela escola de Frankfurt. Horkheimer, por exemplo, percebendo as diretrizes de Karl Marx em seu livro: A origem da família, da propriedade privada e do Estado, intuiu em seu ensaio: Autoridade e família, que os entraves da revolução socialista são as bases tradicionais que regem a sociedade ocidental. Isto é: a família tradicional, a moral judaico-cristã, e a educação baseada nas condutas das matrizes anteriormente citadas — família e cristianismo.

Somente um tolo não percebe que o ataque à moral ocidental não se trata de uma política de tolerância ou de qualquer coisa que o discurso midiático espalhe . Trata-se de uma estratégia bem delineada: tornar a mentalidade popular maleável a quaisquer imposições políticas e culturais que possibilitem uma revolução social nas bases mais profundas da sociedade.

Leia meu artigo sobre o assunto:

Terroristas sem nome, criminosos sem rosto

Prova disso é a Polônia. Após ser dominada pela Alemanha nazista e, posteriormente, pela Rússia comunista, ela manteve sua base cultural conservadora bem estruturada, não deixando que a cultura do nazismo ou do comunismo “infectasse” suas crenças morais e políticas. A revolução só é real quando ela infunde na cultura de um país as suas ideias, se os seus princípios revolucionários substituírem os princípios que antes regiam tal sociedade. Os grandes ditadores culturais perceberam isso há muito tempo.

Uma sociedade que não mais crê em suas bases e que não vê motivação em defender seus princípios régios, facilmente torna-se condescendente a qualquer imposição cultural de qualquer grupo que a convença de que as suas ideias revolucionárias são as reais soluções para alcançar a tal “sociedade justa e livre”. “Quando as pessoas querem o impossível somente os mentirosos podem satisfazê-las”, bem disse Thomas Sowell.

Este movimento não se contenta com a revolução política e cultural, tais ideias tomarão também a economia. O intervencionismo torna-se regra nestes moldes globalistas. George Soros, com a intenção de eleger Hillary Clinton, injetou quase um bilhão de dólares na campanha da democrata. Sabe por quê? Pois o governo de Hillary seria também o governo de Soros (vale a pena ler o esclarecedor artigo de Bruno Garshagen). Os bilionários serão parte dos governos que eles financiarem. A economia intervencionista seria o cerne dos governos defendidos e financiados por tais grupos. E atender os interesses éticos e culturais deles seria a base de ação destes governos. Bem sabemos que não há almoço grátis, não é mesmo?

O livre mercado, nestes moldes, seria apenas uma piada, uma pateta ideia amorfa. Nesta luta, conservadores e liberais deveriam batalhar sob a mesma frente e defender as mesmas trincheiras. Caso contrário, em pouco tempo não teremos liberdade econômica e nem uma verdadeira cultura ocidental.

A partir dessas perspectivas podemos facilmente perceber o porquê da histeria em massa das grandes mídias frente à eleição de Trump. Ele venceu a candidata do globalismo mundial e defende a soberania de seu país frente às interferências da ONU e de organizações semelhantes. Trump não segue as cartilhas globalistas.

Reconhecer tal fato não significa ser simpático a Trump, uma pessoa inconstante e bastante imprudente. Dos candidatos republicanos para a eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016, o menos preparado. Além de sua política econômica ser uma espécie de keynesianismo abobado, uma mistura de imprudência política aliada a um protecionismo frente ao mercado internacional — principalmente o Chinês. (Leia, abaixo, meu artigo sobre o assunto). No entanto, vendido às ideias globalistas ele claramente não é.

Será que Trump é pró liberais?

Em seu discurso de posse ele afirmou que respeitaria as demais nações, mas que colocaria os interesses dos EUA em primeiro lugar. A Globo News e a Folha de São Paulo chamaram isso de nacionalismo e eu chamo de sanidade. Nunca votaria num candidato que não colocasse os interesses econômicos e políticos do Brasil em primeiro plano. Se esse é o “nacionalismo” de Trump, acho que deveríamos trocar os termos para “patriotismo”. Quando as mídias — também financiadas pelos mesmos globalistas — se unem em prol de um linchamento pessoal, como no patético caso do “furo de reportagem da CNN”, deveríamos nos questionar sobre os interesses sublimados.

Devemos manter a inteligência aguçada para perceber os movimentos que as políticas de Trump causam nos setores do comando mundial. Recentemente ele cancelou os investimentos estatais para empresas de aborto, recolocou o busto de Churchill no escritório oval da Casa Branca e cancelou grandes verbas monetárias à ONU. Tudo isso se tornou numa heresia política para a mídia mundial. Como se para ser um bom governante, Trump deveria aprovar o aborto, rechaçar Churchill e amar a ONU.

Há um verdadeiro movimento de queima de reputação compulsória diante da recente eleição americana. Muito se fala do machismo de Trump, mas esquecem-se, propositalmente, do caso Bill Clinton e sua amante. Muitos falam sobre a política de Trump sobre os imigrantes ilegais, mas do governo de Obama, que foi o que mais deportou imigrantes, pouco é falado. O muro prometido por Trump é um palácio de ofensas, mas a mídia se emudece ao lembrar que o primeiro presidente estadunidense a construir um muro entre o México e os EUA foi o democrata Bill Clinton.

A verdade é que as mídias estão inconformadas com a realidade de que a população em massa é contra as novas diretrizes morais impostas pelos globalistas. Estão assustados porque as pessoas não creem em seus jargões e políticas.

A realidade é que as pessoas começaram a enxergar os fatos por trás das ideologias e isso é assombroso para a mídia esquerdista.

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Pedro Henrique

Colunista do Instituto Liberal de Minas Gerais, filósofo, crítico social e palestrante. Estudioso de filosofia política com ênfase em política conservadora. Mantém o blog http://medium.com/do-contra Contato: filosofo.pedro.henrique@gmail.com

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