Lula e seu circo

Lula e seu circo

Por:Pedro Henrique
Colunas

18

Sep 2017

O ex-presidente Lula está perdido entre mil situações políticas, num mar de atos desesperados buscando achar algum ponto firme no qual estruturar sua candidatura para as eleições presidenciais de 2018 e a imagem de mártir político. Entre um comício e outro, entre uma bajulação das mídias alternativas — antigas sanguessugas do dinheiro público na era Dilma —, Lula tenta retomar de maneira utópica o prestígio que outrora vingava em seus discursos inflamados de anseios revolucionários. Lula era visto como o homem do povo, alguém que saiu da miséria para ser Presidente da República, uma epopeia para poucos.

No entanto, o tempo passou e mais uma vez a história nos brindou com a queda de um “herói”: o homem do povo está chafurdado num lamaçal de mais de 29 bilhões de reais de propinas e desvios de dinheiro público. O líder dos mais necessitados agora é o conhecido chefe do esquema de corrupção que mais enriqueceu empreiteiras e executivos. O maior nome do anticapitalismo nacional, foi o que mais enriqueceu, via Estado, os capitalistas de moral turva. Posto no cargo de Presidente da nação com o discurso de “diminuir o pagamento de juros aos bancos”, após os seu mandato deixou-nos um legado de enriquecimento bancário nunca antes vistos no Brasil.

Sua sucessora, inapta para a função de Presidente — assim como o próprio Lula — enalteceu e expandiu a maneira parva de governar via propinas e acordões. O sistema de governo perpetrado pelo petismo em mais de uma década no poder, é, de maneira sumária, o seguinte: gasta o que não tem, pede crédito aos bancos para pagar o que não devia ter gastado, e depois pede ainda mais créditos para pagar os empréstimos que acabara de fazer para pagar o que não devia ter gasto.

Sendo assim, os juros aumentavam exponencialmente, afinal, os bancos não viam expectativa de pagamento do dinheiro que eles haviam emprestado. Enquanto isso, a rotatividade de pagamento da dívida nacional girava em torno de pagamentos de juros aos bancos — ou seja, os governos de Dilma e Lula pagavam juros aos banqueiros de forma quase que frenética. E agora, a miraculosa solução dos petistas é justamente pedir para que não se pague juros aos bancos. Ora, é muita hipocrisia por metro quadrado. Qual o resultado disso? O engrandecimento da corrupção e o estouro da política de pagamento de juros – no governo Dilma, por exemplo, mais de 1 trilhão de reais foram destinados para o pagamento de juros para os banqueiros. Unindo dívida crescente, gastos sem freios, propinas a correr solto e acordões bilaterais, temos a maior crise política e uma das maiores crises econômicas da história brasileira.

E é nesse contexto catastrófico que Lula se ergue novamente como solução para o Brasil. Chega a ser boçal. Atualmente, Lula possui duas missões principais: retomar a posição de prestígio do PT, o que ainda não deu resultados, já que ele é o motivo principal do desprestígio do seu partido. Os demais presos e acusados do PT, são crias e consequências de suas ações criminosas, afinal, era ele o chefe do petrolão. A segunda missão do ex-presidente é a de não deixar que manchem a sua imagem de homem do povo brasileiro. Lula quer ser transformado num novo mito fundante, quer ser lembrado em bandeiras e erigido como mártir da causa proletária. No entanto, os fatos não querem colaborar muito, não é mesmo?

A análise que se faz da atual conjectura de Lula é que ele tornou-se um louco que, através de seu mundo paralelo — ou aquilo que o filósofo inglês G.K. Chesterton (1874-1936) chamava de “universalidade restrita” — tenta adequar os seus mitos e interpretação à realidade que todos veem. Não só o Ministério Público e a população brasileira conseguem juntar os cacos da corrupção brasileira, chegando à imagem clara do PT como matriz da maior corrupção nacional já perpetrada, mas como o mundo todo vislumbra que “O cara”, exaltado pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, na realidade era “O chefe” do esquema que colocou o Brasil no fundo do poço.

Lula é um alienado passeando com sua trupe de doutrinados. Não possui nenhuma representação política, a não ser entre os seus. Os dados que o colocam na liderança ou entre os que seriam mais votados, não passam de miragem politiqueira ou, quem sabe, um fetiche midiático. Seus comícios são pregações unilaterais a um público petista que cada vez mais se assemelha a uma seita religiosa do que a qualquer agremiação política. Lula é fruto de suas ações, um animador de circo cada dia mais ausente do mundo real fora do picadeiro. Lula é, atualmente, um espectro político, nada mais do que um animador de palco em comícios.

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Pedro Henrique

Colunista do Instituto Liberal de Minas Gerais, filósofo, crítico social e palestrante. Estudioso de filosofia política com ênfase em política conservadora. Mantém o blog http://medium.com/do-contra Contato: filosofo.pedro.henrique@gmail.com

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