Empreendedorismo é a melhor criação de riqueza

Empreendedorismo

Por:Instituto Liberal de Minas Gerais
Colunas

16

Mar 2017

Empreendedorismo é a melhor criação de riqueza

O sucesso de qualquer sociedade está atrelado aos riscos que sua população está disposta a assumir. Enquanto nos países desenvolvidos o conceito de empreendedorismo está relacionado a startups inovadoras, em países em desenvolvimento a questão acaba se tornando uma forma de “sobrevivência”. Se você não consegue um emprego, é hora de ter seu próprio negócio, criar sua própria oportunidade.

Ao nosso redor, milhões de pessoas necessitam de diferentes tipos de bens e serviços. Pense na quantidade de coisas que você demanda e necessita, mas muitas vezes não tem a ousadia de propor algo novo. Imagine como seriam as nossas vidas sem que alguém  tivesse a vontade e o espírito empreendedor para atender as nossas necessidades? Essa função é assumida pelos empreendedores, que necessitam de uma maior liberdade econômica e, consequentemente, de menos Estado.

Arriscar é apostar em algo e, tratando-se de um novo negócio, é despender seu tempo, dinheiro e esforço. Qualquer pessoa com iniciativa e espírito empreendedor pode criar a sua empresa e se tornar um agente transformador, sempre pautado na ética e no respeito à livre concorrência. Afinal, esses são pilares essenciais para que a economia se desenvolva, gerando empregos e riqueza para o sucesso da sociedade.

Empreendedorismo e criação de emprego

O termo “sociedade” é oriundo da palavra em latim “societas”, que significa uma “associação amistosa com outros”. “Societas” deriva de “socius”, que significa “companheiro”. Sendo assim, o significado de sociedade é intimamente relacionado àquilo que é social, fazendo uma conexão com a função de uma empresa, que é atender as necessidades de alguém para atingir seu propósito de gerar lucro. Mesmo as empresas sem fins lucrativos precisam apresentar resultados para se tornarem viáveis, afinal, esta é a razão de sua existência. Portanto, uma sociedade prospera de acordo com sua capacidade para empreender e, nesse contexto, temos o dever de cobrar menos Estado e mais liberdade econômica para que possamos empreender e continuar gerando riquezas para todos os stakeholders.

É importante ressaltar que a inovação, a criatividade e o esforço de fazer algo diferente é o combustível para transformar a nossa realidade, pois é a partir disso que o desenvolvimento da sociedade ocorre. Considerando um ambiente que passa por uma constante e veloz mudança, é preciso sempre empreender em novas ideias para surpreender o mercado e garantir a lucratividade das operações. A melhor distribuição de riqueza é o trabalho bem remunerado e isso só acontece quando as empresas são sustentáveis. Nesse contexto, os países com mais liberdade econômica promovem condições favoráveis a esses agentes transformadores, o que prova a importância do espírito empreendedor dentro de uma sociedade.

Segundo pesquisa feita no Brasil pelo grupo britânico Approved Index, 13,8% dos brasileiros são empreendedores, sendo a maioria deles vendedores. O comércio é o setor onde predominam os empreendedores, e a informalidade tem caído por conta da implantação do MEI (Micro Empreendedor Individual). Porém, isso não significa que a distribuição da riqueza está sendo eficiente, pois a nossa carga tributária, as leis trabalhistas e, sobretudo a burocracia, impedem que os empreendedores brasileiros cresçam e gerem mais empregos. Somente o empreendedorismo construirá uma sociedade mais justa com distribuição de riqueza. Por isso, devemos nos preocupar com esse ecossistema, pois ele garantirá o futuro do país. Temos a necessidade de tratar esse tema não somente no âmbito dos negócios, mas fomentar o espírito empreendedor desde a educação básica, para que a sociedade se transforme a partir disso.

Por essa razão é tão importante valorizar quem está disposto a empreender, dando mais liberdade, diminuindo as barreiras criadas pelo próprio Estado e criando políticas públicas de apoio ao empresário. Medidas como, por exemplo, disponibilizar crédito e maior agilidade nos trâmites legais para a abertura de uma pessoa jurídica. A melhor contribuição do Estado seria não atrapalhar os gestores, que efetivamente são os responsáveis pela geração de empregos. Afinal, as empresas representam a força que o Brasil precisa para se tornar o país do futuro.

Sobre o autor do artigo

Autor

Paulo Henrique Andrade é estudante de Engenharia de Produção no IBMEC e seguidor da página do Instituto Liberal de Minas Gerais.

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